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Leona Cavalli lamenta o rebaixamento da Grande Rio: “Se eu puder e estiver aqui no Rio, pretendo desfilar no grupo de acesso no ano que vem”, afirmou

A atriz comemora o fato de não ter acontecido nenhum tipo de censura no Carnaval carioca e ainda fala sobre a necessidade de haver uma estrutura para receber os blocos, para melhorar a segurança e evitar o depredação de patrimônio público. Ela ainda contou que a peça a qual protagoniza, Gatão de Meia Idade, será lançada nos cinemas

Publicado em 22/02/2018 | Por Ana Clara Xavier

Para a atriz Leona Cavalli, a semana passada pode ser resumida em algumas palavras: Carnaval, trabalho e correria. Ela estava presente nos três dias de desfiles do grupo especial e conseguiu ter a experiência de diferentes ângulos, tanto do camarote quanto da avenida. A artista desfilou este ano pela Grande Rio e lamentou junto dos torcedores o rebaixamento. “Fiquei muito triste pelo carro que estragou, mas continuo amando a escola. Se eu puder e estiver aqui no Rio, pretendo desfilar no grupo de acesso no ano que vem. Não vou deixar de apoiar a galera neste período, mas tenho certeza que este tempo será muito breve. Há mais de vinte anos, o samba deste grupo sempre esteve entre os melhores, por isso foi uma fatalidade o que aconteceu”, finalizou.

Leona Cavalli e Oscar Magrini, ator que contracena com ela no espetáculo Gatão de Meia Idade, no camarote da Grande Rio (Foto: Eny Miranda)

Durante estes dias, Leona respirou o Carnaval e aplaudiu de pé a iniciativa de algumas escolas em questionar o momento político que o Brasil está passando. “Independentemente do que está sendo reivindicado, acho importante que as pessoas tenham tido um espaço para se manifestar livremente sem que houvesse censura. É uma felicidade poder criticar através da arte e da folia”, afirmou. Além disso, ainda arrumou tempo para conferir o que estava rolando nos melhores blocos do Rio de Janeiro e acompanhou de pertinho a ascensão que esta celebração teve em outras cidades do Brasil. “Mas ainda há o que ser melhorado neste sentido. É preciso ter uma estrutura que comporte o público, não só em razão da segurança como evitar a depredação do patrimônio público. Isto não se limita a fevereiro, mas em vários momentos”, comentou.

O site HT conseguiu conversar com a artista durante a Feijoada das Campeãs, que rolou neste sábado no Rio Othon Palace. A correria da agenda da atriz era tamanha que assim que terminou de comer, ela precisou sair correndo para o teatro se apresentar e, mais tarde, marcaria presença nos camarotes da Sapucaí. Leona voltou aos palcos com o espetáculo Gatão de Meia Idade no final de semana, depois de uma pausa em decorrência do Carnaval. “Continuo em cartaz com esta peça que estou amando fazer. Na trama, interpreto oito personagens cômicos e estou me divertindo muito”, comentou. O convite para esta comédia foi bem aceito depois dela passar alguns anos interpretando uma única personagem dramática, Frida Kahlo.

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O sucesso da peça Gatão de Meia Idade ganhou uma proporção tão grande a ponto de se tornar um longa-metragem. “A novidade é que a peça será lançada nos cinemas. Já houve o filme há alguns anos com outro elenco, mas desta vez filmamos o espetáculo e este material bruto inédito vai para as telonas. Entrará em cartaz no kinoplex e vários outros lugares do Brasil a partir do dia 9 de março. Isto é muito bacana por ser uma iniciativa inédita de levar o que acontece nos palcos e passar em uma tela cinematográfica”, contou. Além deste trabalho, a atriz está fazendo a novela da Record, Apocalipse, e irá estrear na série Natália, no Canal Brasil e no Universal Channel.

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