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Juntos fazemos a diferença no mundo: Ortobom apoia a Casa Ronald McDonald que acolhe crianças e adolescentes portadores de câncer junto com seus familiares

A Ortobom renovou os colchões das camas das crianças e familiares que ficam hospedados na Casa Ronald McDonald, no Rio de Janeiro. Exemplo de cidadania e solidariedade, a empresa ajuda a melhorar a qualidade de vida do público infantojuvenil que está em tratamento de doenças onco-hematológicas

Publicado em 21/08/2018 | Por Ana Clara Xavier

O Instituto Ronald McDonald e a Casa Ronald McDonald ajudam crianças e adolescentes com doenças onco-hematológicas e contribuem diariamente na elevação da taxa de tratamentos bem-sucedidos no país com ênfase à humanização. O Instituto Ronald McDonald atua a partir do diagnóstico precoce, do tratamento de qualidade, do acolhimento e do atendimento integral às famílias para que crianças e adolescentes com câncer tenham mais chances de cura. Há 19 anos, mais de 100 instituições que atuam na oncologia pediátrica já foram beneficiadas no país pelos programas coordenados pelo instituto, representando mais de 3 milhões de atendimentos a essas crianças, adolescentes e seus familiares.

McDia Feliz se aproxima na rede McDonald’s. No dia 25 de agosto, todo o valor arrecadado na compra do Big Mac será revertido para ajudar na causa do câncer infantojuvenil. Em 2017, o montante arrecadado foi destinado a 58 instituições de todo o Brasil para apoio ao diagnóstico precoce, melhoria do atendimento médico hospitalar, casas e grupos de apoio, além de Casas Ronald McDonald e Espaços da Família Ronald McDonald, que acolhem crianças e adolescentes pacientes e suas famílias durante o tratamento.

No entanto, o sucesso do programa não se deve exclusivamente a um dia de solidariedade. Na verdade, é um trabalho em conjunto com grandes parceiros e voluntários que fazem esta estrutura dar certo. A Ortobom, por exemplo, é uma das empresas que colaboram para a melhoria da qualidade de vida dos pequenos que contam com a Casa Ronald McDonald para atender às diferentes necessidades dos pacientes, de cadeirantes a jovens que acabaram de passar por transplante. Dos que necessitam de algumas noites até aqueles que vivem mais de um ano no local. A parceria já não é de hoje e a prova disso é que a Ortobom renovou, mais uma vez, todos os colchões utilizados pelas crianças que ficam hospedadas junto com seus familiares na Casa Ronald McDonald, no Rio de Janeiro, recebendo tratamento diário em hospitais.

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O dia-a-dia destas crianças não é fácil. E, por isso, uma boa noite de sono é fundamental. Afinal, os seres humanos passam um terço da vida na cama e, para quem precisa de cuidados especiais, este tempo é aumentado. A Casa Ronald McDonald do Rio de Janeiro é uma instituição sem fins lucrativos inaugurada em 24 de outubro de 1994. É integrante do Programa Casas Ronald McDonald, coordenado pelo Instituto Ronald McDonald, que tem como objetivo estabelecer os padrões internacionais de instalação e operação, que garantam um bom atendimento às crianças e adolescentes em tratamento de câncer nos hospitais do Rio de Janeiro. Foi construída para ser uma “Casa longe de casa”, oferecendo gratuitamente aos hóspedes vindos de outras cidades, estados e países latinos alimentação, transporte para os hospitais e atividades recreativas.

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“O conforto e o sono são muito importantes neste momento. Um colchão é algo fundamental para uma criança que está passando por tratamentos. A gente consegue ver a diferença quando uma criança e um adolescente se sentem acolhidos na Casa. Muitas vezes, estes mesmos pacientes dormem em colchonetes no chão, em suas próprias casas, e nós ficamos impressionados ao ver a reação do público infantojuvenil e dos próprios familiares com as novas camas na Casa Ronald McDonald. A nossa parceria com a Ortobom contribui para um aumento da qualidade de vida. São colchões adequados para as necessidades dos pacientes”, comentou Francisco Neves, superintendente e fundador do Instituto Ronald McDonald no Brasil. Os colchões possuem um protetor e atendem todas as necessidades dos pacientes como conforto e praticidade.

Francisco Neves é o superintendente do Instituto Ronald Mc Donald e voluntário de todo este movimento para elevar o índice de cura do câncer infantojuvenil no país e para melhorar a qualidade de vida dos jovens pacientes e seus familiares (Foto: Divulgação)

Francisco Neves é o superintendente do Instituto Ronald Mc Donald e voluntário de todo este movimento para elevar o índice de cura do câncer infantojuvenil no país e para melhorar a qualidade de vida dos jovens pacientes e seus familiares (Foto: Divulgação)

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) reafirmam a relevância da causa e do trabalho desenvolvido pela organização sem fins lucrativos. Para o biênio 2018-2019 serão registrados, para cada ano, 12.600 novos casos de câncer em crianças e adolescentes até 19 anos – mais de um caso diagnosticado por hora. O projeto do instituto é, de fato, fruto de um trabalho de formiguinhas solidárias: empresas e brasileiros engajados com as causas humanitárias. “Existe um problema e ele tem solução e temos muitas empresas e voluntários que contribuem para o sucesso. Estamos crescendo a cada dia com as nossas parcerias. As companhias estão ajudando um momento muito delicado e contribuindo para o sorriso da criança e de toda uma família também. É uma via de mão dupla”, ressaltou Francisco Neves.

A cada dia, o instituto e a Casa Ronald McDonald conseguem ganhar ainda mais a confiança das empresas já que prestam a conta de tudo o que foi realizado com a verba disponibilizada, desenvolvendo um trabalho sério e transparente. “Mostramos aos empresários onde a doação foi utilizada e qual a diferença que fez. Assim, eles não têm nenhuma dúvida de que aquele gesto foi muito positivo”, explicou o superintendente. Além disso, as empresas se engajam cada vez mais com a responsabilidade social e acabam atraindo mais voluntários que, muitas vezes, são os seus próprios funcionários.

Com as doações, o instituto consegue ajudar de uma forma completa e efetiva as crianças e adolescentes que enfrentam este tratamento contra o câncer com ações antes, durante e após o procedimento em hospitais. Todos os programas se conectam de forma a evitar o abandono clínico. “Nós temos outras iniciativas para abraçar esta criança como, por exemplo, o programa Bolsa de Alimento, que garante uma boa nutrição e também de seus familiares, porque muitas vezes não há uma estrutura. A mãe, muitas vezes, acaba deixando o emprego para poder cuidar do filho e isso significa menos uma fonte de renda em casa”, explicou Sonia Neves, presidente voluntária da Casa Ronald McDonald. Aliado a isto, a criança conta com transporte gratuito de ida e volta ao hospital, aulas com professores capacitados para não perderem o ano letivo e outros projetos que dão um suporte social total. “Muitos pequenos moram em lugares muito humildes em condições inadequadas. Sendo assim, temos que proporcionar um grande suporte”, analisou Sonia. A Casa, por exemplo, hospeda aqueles que moram muito longe ou possuem alguma dificuldade para se locomover até o centro de oncologia pediátrica. “Dessa forma, fazemos de tudo para garantir a continuidade do tratamento. Criamos um círculo em volta da criança de atenção integral para que se sintam em casa fora de casa”, contou Sonia.

Sonia Neves, presidente voluntária da Casa Ronald McDonald (Foto: Divulgação)

Sonia Neves, presidente voluntária da Casa Ronald McDonald (Foto: Divulgação)

Na verdade, a Casa Ronald McDonald é fruto da idealização e desejo de ajudar ao próximo de quem perdeu um filho muito cedo para a leucemia. “É uma dor que ainda mexe com a gente. Todo o nosso trabalho de voluntariado começou depois da morte do meu filho, Marquinhos. Ele fazia tratamento aqui no Brasil, mas os médicos disseram que não tinha mais solução. Eu e minha família começamos uma campanha para tratá-lo no exterior, porque tinha um transplante de medula que podia ser feito nos Estados Unidos, já que aqui não era realizado. Ficamos hospedados em uma Casa Ronald McDonald, em Nova York. O tratamento era completamente diferente e começamos a pensar o que teria acontecido caso tivéssemos toda esta estrutura desde o início. A partir disso e do carinho que recebemos, nós resolvemos devolver alguma coisa que tínhamos aprendido com o sofrimento de Marquinhos”, relembrou Francisco Neves. Ele é casado com Sonia e os dois foram os fundadores da primeira Casa Ronald McDonald no Brasil, em 1994, e, depois, começaram a organizar o instituto que os levou para uma atuação nacional.

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O Instituto Ronald McDonald atua em cerca de 63 cidades. Desde sua criação, a taxa de cura da doença em crianças e adolescentes quase duplicou e o número de sequelas diminuiu. E a promessa de Francisco e Sonia Neves é de expansão. “A quantidade de doações e parcerias cresceu muito na época da crise. O que a gente nota é que muitas pessoas e empresas olham para esta causa como uma forma de fazer o bem ao próximo. É importante falar deste outro Brasil. De um que está dando certo. Onde há união. A tendência é apenas crescer, ainda temos muito trabalho para fazer e muitas vidas para mudar. Sou apaixonado por este trabalho”, afirmou Francisco Neves.

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