Giovanna Lancellotti se opõe às suas personagens e comenta união feminina: “Grandes passos estão sendo dados”


Em 2019, a atriz estará ao lado de Tatá Werneck, Eduardo Sterblicht e Clarice Falcão na série Shippados

A atriz Giovanna Lancellotti mal saiu de um personagem e já embarcou em outro. Depois de dar vida à polêmica Rochelle, que começou como vilã e foi se transformando ao longo da novela “Segundo Sol”, ela encara Drica, também vilã do filme “Eu sou mais eu”. Dessa vez, praticando o bullying com a personagem de Kéfera Buchmann, Giovanna resgatou todo o seu conhecimento do filme Meninas Malvadas para encarar esse desafio.

Atriz comentou mais sobre a concorrência feminina (Foto: Reprodução)

Quem assistiu a alguns capítulos da última novela das 9 da Rede Globo, com certeza lembra do combo Rochelle, franjinha e nariz em pé. Na trama, a menina provocava tudo e todos e estabelecia uma concorrência direta com sua irmã, Manu, interpretada por Luisa Arraes. Agora, no filme “Eu sou mais eu”, a adolescente Drica faz questão de diminuir os colegas para conseguir se destacar e estabelece uma competição com Camilla, personagem de Kéfera Buchmann. Para Giovanna, por mais que andem por caminhos parecidos, Drica e Rochelle são bem diferentes: “A Drica é apenas uma menina mimada que destrata os outros para conseguir popularidade. Para ela, tudo que faz é só uma brincadeira, sabe? A Rochelle fazia de caso pensado porque era carne de pescoço mesmo”.

Ainda que por motivações diferentes e com perfis distintos, as duas vilãs carregam em suas personalidades algo muito comum em nossa sociedade: a necessidade de estar em competição com outras mulheres. Por questões culturais, são muito recorrentes as situações em que duas ou mais mulheres são colocadas como concorrentes e, portanto, se acostumam com esse lugar. “Eu acho que estamos em 2019, o que mais falta para as pessoas entenderem que essa comparação, essa guerra, essa disputa não faz de ninguém ganhador? Não existe isso”, pontuou Giovanna.

Na pré estreia carioca de “Eu sou mais eu”, Giovanna comentou também dos seus projetos para 2019 (Foto: Rogerio Resende)

Segundo a atriz, para facilitar o entendimento, basta utilizar comparações rotineiras e óbvias: “As pessoas são diferentes, ninguém é igual a ninguém. Não tem como comparar um sapato com um prato de macarrão, porque são duas coisas completamente diferentes. Para mim, as pessoas são assim também. Cada um tem a sua individualidade, as suas características e a sua beleza”. E prosseguiu: “Falando das mulheres, isso é ainda mais potencializado. Está na hora da gente se unir mais e mais, se respeitando, se ajudando e se levantando. Precisamos combater os feminicídios e tudo que a gente fica sabendo por aí”.

Leia também: “Eu sou mais eu”:  Kéfera lança novo filme para falar sobre bullying e autoaceitação: “Não é um filme teen”

Por mais que o trabalho de desconstrução desse hábito seja duro e difícil, ela acredita que, aos pouquinhos, estamos dando os passos necessários. “Sei que os meus filhos, a minha filha mulher, se eu tiver, já vai nascer em uma outra geração, com outra cabeça e com a consciência de que ninguém tem que ser mais bonita do que a outra ou mais isso e aquilo do que a outra. Estamos nesse caminho, eu vejo uma evolução muito nítida, principalmente no que diz respeito à essa união das mulheres. Ainda temos muito para evoluir, mas eu vejo que grandes passos estão sendo dados e isso me deixa feliz”, admitiu.

Em 2019, Giovanna estará envolvida com a série Shippados, estrelada por Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch. Aparecendo em dois episódios do projeto, que vai ao ar na plataforma de streaming Globo Play, ela comentou: “É uma galera muito boa! A gente se diverte trabalhando”. Porém, para vermos novamente a atriz pelas telinhas em alguma novela, precisaremos esperar mais um pouco: “De televisão estou purinha, apenas analisando projetos. Vamos ver para onde 2019 me leva, né?”.