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A festa do ano no mundo das artes: Maison Perrier-Jouët celebra em alto luxo a parceria com Vik Muniz, tendo como cenário o Parque Lage

De Beatriz Milhazes a Lenny Niemeyer, o encontro dos nomes mais poderosos em jantar exclusivíssimo para o lançamento da edição limitada Perrier-Jouët Belle Epoque Rosé by Vik Muniz

Publicado em 10/09/2014 | Por Heloisa Tolipan

Foi uma das festas mais lindas do ano, no Rio de Janeiro. Com uma lua incrível no céu e uma iluminação perfeita, que ressaltava a arquitetura do palacete, no Parque Lage, aos pés do Cristo Redentor, Thibault Cuny, presidente da Pernod Ricard no Brasil, recebia, na noite de terça-feira, os convidados da exclusivíssima festa da Maison Perrier-Jouët – que possui tradição de mais de 200 anos na produção de champanhe em Epernay, na França – para comemorar a parceria com Vik Muniz. O artista plástico de projeção internacional assinou uma arte para o lançamento da edição limitada Perrier-Jouët Belle Epoque Rosé.

Essa será a segunda vez na história da maison que um artista faz uma releitura da garrafa original, que foi pintada à mão por Emile Gallé em 1902. A inédita coleção contará, no Brasil, com apenas 240 garrafas, uma verdadeira obra de arte dedicada aos apreciadores de champanhe e do artista brasileiro. Admirador da marca, Vik Muniz concebeu a ilustração, unindo as tradicionais anêmonas que adornam cada garrafa de Belle Epoque há mais de um século, à imagem de um beija–flor.

Retirada de uma obra do próprio Vik, a cena retrata o pássaro pairando no ar. A imagem foi aplicada na garrafa por meio de uma placa dourada, dando a impressão que o beija-flor voa em direção às anêmonas. O vidro cristalino permite que o tom salmão do vinho contraponha a delicada e sensual criação. “A conexão com a natureza que Perrier-Jouët tem desde o início, foi minha maior inspiração para criar esta colaboração”, conta Vik Muniz.

O Cellar Master de Perrier-Jouët Hervé Deschamps escolheu a safra 2005 de Belle Epoque Rosé para essa edição especial justamente por ser “o mais delicado e extravagante vinho da coleção Belle Epoque”. É um champanhe generoso e voluptuoso cuja complexidade aponta para um vintage de contrastes. Chardonnay, a uva de preferência de Perrier-Jouët, é predominante no blend enquanto o cuvée deve sua riqueza e tom salmão à Pinot Noir. Depois de bons anos envelhecendo na adega da maison, o resultado é um balanço perfeito entre as características de um ano marcante e o estilo floral e elegante de Perrier-Jouët.

“Os mundos de Perrier-Jouët e Vik Muniz convergem de maneira harmoniosa. Ambos possuem uma elegância natural proveniente da crença compartilhada em relação ao poder da natureza como inspiração, bem como a comum devoção pela arte”, afirma Karen Ehrlich,  grouper das marcas Super Premium da Pernod Ricard Brasil.

A edição de Perrier-Jouët Belle Epoque Rosé by Vik Muniz estará disponível nas principais delicatessens do país a partir de setembro, no valor de R$ 1.650. Os apreciadores de champanhe e do artista brasileiro poderão celebrar a chegada da primavera e as festas de final de ano com a exclusiva peça de arte.

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Fotos: Felipe Panfili – Divulgação

Mas, vamos voltar à festa que contou com a presença de nomes internacionais da nossa arte, como Beatriz Milhazes, à divas da moda, como Lenny Niemeyer, passando por estrelas da TV, como Maitê Proença. Mélange típica das melhores festas cariocas. O menu de quatro tempos desenvolvido para a noite e harmonizado com Perrier-Jouët teve de entrada vieras ao limão siciliano ou salada de rúcula com pera e queijo de cabra para os vegetarianos, espaguete de pupunha ao molho de gengibre como primeiro prato e cherne em crosta de castanha com purê de baroa e banana da terra grelhada, como segundo. Como opção vegetariana, risoto de aspargos verdes frescos. Já as sobremesas harmonizadas com o grande lançamento da noite – Belle Epoque Rosé by Vik Muniz, safra de 2005 – foram sopa de frutas vermelhas com sorbet de iogurte e pétalas de rosas ou crepe de frutas vermelhas.

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Fotos: Felipe Panfili – Divulgação

A festa começou depois de os convidados terem conferido a abertura da mostra de Vik Muniz na Galeria Nara Roesler, em Ipanema. O artista, cujas obras são celebradas mundo afora não expunha em uma individual no Rio de Janeiro desde 2009, quando bateu recorde de público no MAM.

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Fotos: Felipe Panfili – Divulgação

Vik Muniz, o mais internacional dos artistas brasileiros, traz à cidade trabalhos jamais vistos das séries Album e Postcards from Nowhere, aclamadas em suas passagens por Nova York e Paris. As obras inéditas compõem a exposição Album, que entra em cartaz na recém-inaugurada filial carioca da Galeria Nara Roesler, em Ipanema.  Nas obras, o artista trabalha com fragmentos de fotos e de cartões postais para trazer à tona e subverter os mecanismos pelos quais as imagens são percebidas, quando decompostas nas suas várias camadas de compreensão: o detalhe, a totalidade e o imaginário de quem a vê.

Formadas por fotos em p&b e sépia retiradas de recordações de famílias, as imagens da série Album são elas mesmas enormes reproduções de cenas pessoais imortalizadas pela câmera. O olhar do espectador divide-se entre concentrar-se na imagem maior, que aqui pode ser a menina da baliza de uma fanfarra, o senhor orgulhoso do produto de sua pesca ou a jovem posando na praia, ou focar as várias pequenas recordações que parecem se perder na coletividade e impessoalidade. Assim, o público se vê confrontado por questões como a experiência pessoal em contraponto à experiência coletiva, à formação da memória e a banalização da imagem com a saturação de sua incessante produção.

Já em Postcards from Nowhere, Vik Muniz se vale de fragmentos de cartões-postais para refazer paisagens icônicas. A própria técnica usada para fotografar essas “colagens” acrescenta volume aos recortes, com a projeção de uma iluminação que torna perceptíveis as sobreposições de suas pequenas partes. Isso cria a ilusão de que a fotografia em dimensão gigante é ainda um recorte e não uma reprodução. Mais uma camada que joga com a ideia de representação.

No movimento de aproximação e afastamento para captar tanto a imagem maior quanto seus pedaços, o espectador recorre não só ao que vê, mas também ao imaginário que conserva sobre esses logradouros famosos. Como define o crítico britânico Christopher Turner sobre o trabalho de Vik Muniz, “a multiplicidade de imagens utilizadas para compor suas colagens acrescenta uma terceira camada mediadora, que envolve ainda mais o público e faz referência a toda a bagagem visual e cultural que cada um traz ao seu encontro com a arte. As peças isoladas que compõem o quebra-cabeça são, elas mesmas, imagens que chamam atenção e desaceleram o movimento do olho, frustrando qualquer leitura sem solavancos.”

 

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Fotos: Vera Donato – Divulgação

GALERIA NARA ROESLER

Rua Redentor, 241 – Rio de Janeiro

Exposição: Vik Muniz  “Album”

De 10 de setembro a 11 de outubro

Horário de funcionamento: de segunda a sexta, de 10h às 19h / sábado, de 11h às 15h

Telefone: (21) 3591-0052

Entrada franca

www.nararoesler.com.br

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