Gente & Comportamento

Fernanda Lima volta com “Amor & Sexo” e fala sobre as ocupações estudantis: “Temos que aplaudir e fazer coro conjunto com essa transformação”

A apresentadora comentou sobre a importância de falar sobre todo tipo de preconceito. "Para mim tudo continua como sempre foi: respeitar as pessoas independentemente de raça. Acho que quanto mais a gente falar disso mais a gente chama a atenção dos babacas, dos fascistas e dessas pessoas sem noção que vêm tomando conta do país"

Publicado em 06/12/2016 | Por Leonardo Rocha

Fernanda Lima continua firme e forte com seu “Amor & Sexo”. Depois de chegar a oficializar o fim da atração que é sucesso de crítica público e ainda quebra tabus ao falar da vida sexual dos mais diversos tipos de pessoas na televisão brasileira, a apresentadora garantiu ao site HT que retoma os trabalhos do programa em janeiro de 2017, na grade da Rede Globo. E o que a fez mudar de ideia tão rapidamente? Os pedidos fervorosos dos telespectadores, claro! No ar desde 2009 e entrando em sua décima temporada, Fernanda contou que o desafio tem sido estar sempre renovando as ideias para não deixar cair na mesmice, mas entende a importância de falar sobre sexo na tevê em tempos de conservadorismo, preconceitos e polarização.

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Apresentadora também lançou um canal no Youtube (Foto: AgNews)

“O ‘Amor & Sexo’ volta agora, porque tivemos um apelo enorme do público. Claro que reconheço a importância do programa: mais do que entretenimento ele é uma grande mensagem de amor e respeito que a gente tentar passar a cada episódio. Temos que ocupar todos os buracos para mandar nossas mensagens. O desafio é não deixar vir mais do mesmo. A gente não faz restrições e não divide o programa e queremos ter todas as pessoas juntas para dar o mesmo recado, que é de amor, igualdade e união”, ressaltou ela, falando sobre o sucesso da atração.

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Fernanda Lima no “Amor & Sexo” (Foto: Divulgação)

O sucesso é tanto que Fernanda já parece carregar um título de madrinha da quebra dos tabus sexuais por onde quer que passe. Tanto que ao longo dos quase oito anos, o programa já abordou assuntos intocáveis na televisão como masturbação feminina, homossexualidade e até sadomasoquismo. Sempre irreverente, ela amenizou dizendo que se vê apenas mais uma entre tantas pessoas em busca de liberdade. “Acho que sou só mais uma que quer dar um recado de igualdade. No que eu acredito. Já tivemos tantas outras também virão”, ponderou ela, que por entre os corredores do festival Back2Black, ainda falou sobre a importância de falar sobre todo tipo de preconceito. “Para mim tudo continua como sempre foi: respeitar as pessoas independentemente de raça. Acho que quanto mais a gente falar disso mais a gente chama a atenção dos babacas, dos fascistas e dessas pessoas sem noção que vem tomando conta do país”, declarou.

Apresentadora volta á telinha da Globo em janeiro de 2017 (Foto: AgNews)

Apresentadora volta á telinha da Globo em janeiro de 2017 (Foto: AgNews)

Ah! E entre uma gravação e outra, a apresentadora também decidiu criar um novo meio de comunicação com seus fãs, através de um canal do Youtube. Em um dos primeiros vídeos compartilhados, ela pratica o Ashtanga Vinyasa ioga e mostra flexibilidade em diferentes posturas. “É um estudo em profundidade da união entre a mente, o corpo e o espírito. E eu já nessa prática, mergulhada já tem uns 15 anos. Toda a vez que eu coloco meu tapetinho no chão, mesmo que não seja para fazer a série inteira, mas só umas posturas, eu já me consigo me sentir mais plena, com o corpo no eixo, mais calma e pronta para um dia cheio de energia”, comentou ela, que é adepta de vida fitness e saudável.

Para ela, o programa é mais do que puro entretenimento (Foto: Divulgação)

Agora, quando o assunto é a crise política e econômica que segue o país, Fernanda Lima é do tipo que apoia as manifestações estudantis. De acordo com a apresentadora, as mudanças só acontecem a partir do momento em que uma boa representatividade de pessoas luta pelos seus direitos. “São momentos difíceis e que não tem nenhuma graça. Temos que aproveitar e falar de tudo o que a gente acredita. A crise é uma tristeza e um perigo tremendo para o Brasil. Acho muito perigoso essa onda conservadora que estamos enfrentando também. Agora, os secundaristas e todo esse movimento jovem que está se manifestando é muito importante. Se a minha geração não se manifestou politicamente é por que a gente não acreditava em mudança e muito menos no poder. Essa juventude está vindo é muito forte nesse aspecto. Então temos que aplaudir, dar caminho e fazer coro conjunto com essa transformação”, disse ela, que também segue dando seu apoio através de sua visibilidade na mídia. “Faço comunicação de massa e tudo o que eu puder fazer e falar em favor das pessoas que eu acredito e nas causas que eu compartilho eu vou usar”. completou.

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