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Em bate-papo exclusivo, Mariana Volker revela porque é expoente da nova cena musical brazuca!

Com show no Miranda, a cantora da nova geração lança seu EP "Palafita", enquanto, na vida, vai de Rimbaud a Damien Hirst!

Publicado em 25/03/2014 | Por Alexandre Schnabl

* Por Junior de Paula

Mariana Volker é um daqueles novos nomes da música brasileira no qual a gente deve prestar atenção. Depois de lançar o clipe mezzo psicodélico mezzo lúdico da música “Eterno Verão”, no qual, além de cantar, atuar e compor, também cuida da direção de arte, ela agora se prepara para o lançamento de seu primeiro EP, “Palafita”, com direito a show, nesta terça-feira, na Miranda, dentro do projeto PatuÁ. Divertida, colorida e também densa e pensante – como sua música –, HT conseguiu um tempo, entre um ensaio e outro, para que Mariana respondesse algumas perguntas sobre a vida, carreira, cores e sonhos. Confira!

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Fotos (Divulgação)

HT:De onde você veio (sua formação, seu sobrenome, sua história, seu currículo e essas coisas que servem para começar uma entrevista)? 

MV: Meu nome é Mariana Volker, nasci no Rio de Janeiro, mas minhas famílias são do Paraná (por parte de pai) e do Espírito Santo (por parte de mãe). Comecei a estudar música aos 13 anos, e a paixão por essa arte surgiu desde criança na minha vida. Minha mãe é artista plástica e nossa casa sempre foi um grande ateliê, onde toda expressão artística sempre foi muito bem vinda. Na minha adolescência tive uma banda de rock, a Unidade Imaginária, que durou até 2011. Hoje estou – finalmente! – lançando meu trabalho solo com o EP “Palafita”, produzido pelo Liminha, que trabalhou comigo também na época da Unidade.

HT:Onde você está agora (leia-se: Que lugar você ocupa hoje na nova MPB, quais seus projetos de um futuro recente e por aí vai)?

MV: Neste momento, lançando um trabalho novo, me sinto aliviada de colocar o time em campo depois do término da banda. Foi um bom tempo de luto… Agora é fazer shows e seguir em frente. Tenho alguns projetos em mente para agora, parcerias, conexões. Conheci muita gente legal nos últimos meses, amigos músicos e outros artistas que me despertaram boas ideias. Sou a favor de misturar, criar junto.

HT: Onde você pretende estar num futuro não tão próximo, digamos que daqui a 10 anos?

MV: Daqui a dez anos? Bom, acho que pretendo ter lançado alguns discos, se Deus quiser! E ter feito grandes shows, além de grandes parcerias. Casada também, será? E com pelo menos um filhote.

HT: Todas as suas produções – clipes, figurino, disco – têm muitas cores e grafismos. De que forma você analisa isto? É uma assinatura ou só uma vontade recente?

MV: A coisa das cores é uma marca minha, desde a época da Unidade. Na verdade isso nasceu com as minhas pinturas na adolescência, e eu sempre me identifiquei com as cores, sempre vi gamas em sons. Então acho que foi um caminho natural querer levar isso pra música. Claro que, com o tempo, as coisas foram amadurecendo esteticamente e eu ainda espero experimentar muitas outras formas de expressar essa identidade.

HT: O que te influencia atualmente? O que tem ouvido, lido, visto no cinema e na TV?

MV: Tenho escutado muita música e lido bastante, mais até do que assistir tevê e ir ao cinema. To numa fase de ouvir muito o King Krule, um artista novo britânico pelo qual estou apaixonada, devorando tudo dele, e também a Grimes, artista canadense. Também estou lendo o “Uma temporada no inferno” do Rimbaud, e algumas coisas do Manoel de Barros, pelo qual sou apaixonada. De artes plásticas, tô numa fase Damien Hirst e Paul McCarthy.

HT: O verão acabou! Se você estivesse na escola e a professora te pedisse uma redação contando sobre o seu verão, como seria?

MV: Hahaha, resumidamente eu diria “O verão não acabou, ele se tornou Eterno“. Brincadeira… Diria que foi um verão de lançamentos, na cena e na vida, de dar a cara a tapa (literalmente) e de beber até um pouco mais do que eu gostaria. Sem ressentimentos, só teve alegria. E muita purpurina também.

* Junior de Paula é jornalista, trabalhou com alguns dos maiores nomes do jornalismo de moda e cultura do Brasil, como Joyce Pascowitch e Erika Palomino, e foi editor da coluna de Heloisa Tolipan, no Jornal do Brasil. Apaixonado por viagens, é dono do site Viajante Aleatório, e, mais recentemente, vem se dedicando à dramaturgia teatral e à literatura.

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