Gente & Comportamento

Dr Alessandro Martins fala sobre cirurgia plástica na mama após a gravidez

Em sua coluna quinzenal no site HT, o cirurgião plástico ressalta a importância da amamentação e esclarece as dúvidas das mamães que observam mudanças nos seios

Publicado em 25/06/2019 | Por Heloisa Tolipan

*Por Dr. Alessandro Martins

Durante a gestação, com o estímulo hormonal e à produção de leite (lactação), a mama muda a sua anatomia. Na verdade, ela sofre uma alteração anatômica, porque as glândulas mamárias que ficam inertes na produção de leite durante a vida adulta, passam a ter realmente uma atividade. Então, o tecido mamário acaba aumentando um pouco por conta da produção glandular. E, com isso, observamos o aumento das mamas.

Existe uma relação entre ganho de peso e gestação, que faz alterações no corpo. Mas, um dos maiores vilões das alterações corporais é o grande aumento de peso durante a gestação. O aumento da glândula associado ao peso acima do esperado leva a um volume maior do tecido mamário. A mama que sofre distensão durante a gestação passa por uma segunda alteração por conta do aleitamento materno. Durante todo o processo de produção de leite, boa parte  da glândula vai sendo substituída por gordura, em um processo chamado liposubstituição da mama.

 

 

O tecido glandular é denso e fibroso, o que dá uma consistência mais endurecida à mama. Uma vez que esse tecido glandular é alterado, ele passa a ter mais gordura. Portanto, um tecido mais mole, de menos consistência. A mama vai ficando flácida a partir do momento em que a paciente para de amamentar. As glândulas começam a atrofiar, porque não há mais a produção de leite. Então, a mama vai perdendo volume e grande parte desse tecido fibro-elástico glandular vai sendo substituído por gordura e ainda sobra o efeito da distensão da pele pelo aumento da mama durante o processo de gestação e lactação.

Dr. Alessandro Martins (Foto: Sérgio Baia)

Dr. Alessandro Martins (Foto: Sérgio Baia)

Com isso, ao final do aleitamento materno, as pacientes podem ter mamas flácidas (pela substituição do tecido glandular por gordura) e ptosadas (pelo efeito da distensão da pele decorrente do aumento da mama durante a gestação). Por isso, a mama sofre tantas alterações ao término da gestação e da amamentação.

Como o problema, em grande parte das mamas, é perda de conteúdo, de consistência, as pacientes podem optar pela colocação de implantes mamários (próteses de silicone) para aumentar o volume e devolver a firmeza à mama amolecida pela substituição da glândula por tecido de gordura. No caso de haver pele sobrando, será necessário usar técnicas de mastopexia; ou seja, elevar as mamas para o tamanho natural.

Algumas pacientes com muito tecido glandular antes da gestação, mesmo com esse processo de substituição de glândula por gordura, mantêm mamas com consistência relativamente aceitável. No entanto, elas se tornarão flácidas por conta da ptose, não pelo amolecimento da mama pela gordura. Essas pacientes, por terem mais glândulas, podem somente fazer as técnicas de pexia, que seria a retirada de pele e a montagem de uma nova mama usando a própria glândula, sem a necessidade de uma prótese de silicone.

Importante é que o aleitamento materno é fundamental para o desenvolvimento da criança.

Contato: Dr. Alessandro Martins

Facebook: clique aqui 
Instagram: @dr.alessandromartins

Site: www.dralessandromartins.com.br

 

Pesquisas relacionadas