Gente & Comportamento

#Atitude50: Kika Gama Lobo solta o verbo em sua coluna semanal e faz uma análise do fim dos tempos de Adriana Ancelmo, Cláudia Cruz e Marcela Temer

"Dessa trilogia de belas, recatadas e do lar fica a lição: mulheres, sejam cada vez mais independentes e como minha avó me ensinou não se esqueçam: `quem come do meu caldeirão, aguenta do meu cinturão`! E eu não me solidarizo com nenhuma delas.". Vem ler mais!

Publicado em 29/06/2017 | Por Junior de Paula

*Por Kika Gama Lobo

Muito já se falou sobre as belas, recatadas e do lar . Mulheres de xibiu – como diria o maravilhoso Jorge Amado – atuando frente aos credores, advogados e delatores como ingênuas, ignorantes e inofensivas. Fiquei pensando então em andar pra trás, traçar um perfil hipotético sobre as “submissas” Adriana Ancelmo, Cláudia Cruz e Marcela Temer. Salvos as duas primeiras que eu conheço muito pouco dos eventos que fiz na vida (ai que ódio me lembrar que alguns clientes meus – na época do auge da roubalheira – não começavam seus eventos sem essas presenças “ilustres”), ainda assim são três desconhecidas. Vamos lá, a Temer é um clássico da gata borralheira. De Cinderela aquela não tem nada. Obrigada a se deitar com a mesóclise – ênclise do vice – atual- ex – presidente, seu olhar tem algo que chora. A mãe dedicada ao filho soldadinho de chumbo e aquela relação morna com as raposas do poder a transforma em uma genérica Melanie Trump.

Já o regard arrogante de Mme Cabral e esbugalhado de Mrs Cunha também me dão pena. A primeira vai dar um jeito de mandar nas vassalas que encontrar pela vida e a loura sentirá saudades de suas Vuittons, MK e Pradas que acumulou ao longo da vida. Eu estou cansada desta elite. Que gente é essa? Clínica de tênis, turmalinas paraíbas, reformas de coberturas de mammy? Nada contra “enricar”, mas o tapa na cara da sociedade com zilhões de reais roubados do leitinho das famílias brasileiras enoja. E como eram as três antes do poder? Marcela era uma menina bonita, mezzo brega do interior, semi Miss, chamativa, foi treinada para se dar bem na vida; Adriana nasceu águia e usou seus neurônios para subir rápido e alto. Ainda vamos ouvir sua volta ao estilo Vale-tudo dando gargalhadas na entrada do inferno, até porque era traída pelo Cabral à luz do Sol… e teve estômago para voltar ao casamento como se aquele acidente de helicóptero nunca tivesse existido.

La Cruz já tem seu calvário em vida. Imaginem Eduardo Cunha, acordando, com mau hálito e mau humor, domingo as 7 da manhã após ter tomado um porre na noite anterior? Aimeussais. Ela não é arregalada à toa e dizem as más línguas que na Globo dava ibope. Mas dessa trilogia de belas, recatadas e do lar fica a lição. Mulheres, sejam cada vez mais independentes e como minha avó me ensinou não se esqueçam: “quem come do meu caldeirão, aguenta do meu cinturão”! E eu não me solidarizo com nenhuma delas. Ando bélica e carrasca com essas mulheres montadas, perfumadas, cheias de sacolas e key chaines. Trabalhei a vida toda para o luxo e, hoje, vendo a relação das marcas que eu badalei com essa corja, me sinto suja. Sobreviverei e tomara que as novas gerações aprendam a consumir de forma mais ética e que a Lava-jato seja mais um critério no ato da compra. As joalherias envolvidas no escândalo do Rio estão penando… e como sou um ser de assessoria de imprensa fico feliz em ser cada vez mais contratada para melhorar a imagem das empresas. Não sou o Janot mas estou sendo útil, através do meu trabalho, para transformar o Brasil em um país mais justo. E Marcela, Adriana, Cláudia – por favor, não escrevam suas biografias. De vítimas vocês nada tem. #prontofalei

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