Arte & Literatura

Reder Circus: a interação do lúdico com high tech e o apoio às artes de grandes empresas como a Ortobom

A marca que investe na qualidade do sono do brasileiro, acredita que o incentivo à cultura pode ajudar a construir uma sociedade mais justa. A empresa doou colchões para os artistas que integram o espetáculo Abracadabra e encantam gerações de todas as idades. Mais de 50 mil pessoas conferiram as atrações circenses em um mix mágico de teatro musical, dança e grande orquestra somando mais de 70 artistas no picadeiro. São 10 toneladas de cenários com uma explosão de cores, imagens e poesia, proporcionando um misto de sensações para a família

Publicado em 29/04/2019 | Por Heloisa Tolipan

Estamos vivendo uma realidade high tech com um cotidiano em potência máxima de velocidade. Tempos de Quarta Revolução Industrial e interligados ao mundo a um clique das mãos. No entanto, simultaneamente, o ser humano está olhando para dentro de si mesmo, resgatando o prazer dos cinco sentidos, de pensar o “eu” em sintonia com o universo, a natureza, a sustentabilidade… para um futuro melhor. São momentos de descobrirmos quase um “sexto sentido”, no qual cabem atitudes como empatia, expressão de sentimentos, união… E o circo é um ponto de interseção do pensar sobre nossas memórias afetivas e de vivenciar momentos onde o lúdico é sinônimo de encantamento para todas as gerações. Ao entrarmos na lona, nós apertamos o “play” para um mergulho na arte da criatividade. E os holofotes hoje estão direcionados para o Reder Circus, atualmente em cartaz na Concha Acústica de Niterói, com o espetáculo Abracadabra.

O circo tem uma proposta inovadora idealizada pelo empresário Frederico Reder, que imprimiu uma identidade única e conseguiu uma chancela com um DNA forte. Ele uniu as artes circenses com teatro musical, orquestra, cantores, bailarinos, além de contar com toda tecnologia audiovisual através de um grande painel de LED de mais de cem metros quadrados e dez toneladas de cenários que transformam o espetáculo em uma explosão de cores, imagens e poesia proporcionando um misto de sensações para um público composto por pessoas de todas as idades.

Respeitável, público! Com vocês, o empresário e anfitrião do mundo mágico, Frederico Reder (Foto: Divulgação)

Respeitável, público! Com vocês, o empresário e anfitrião do mundo mágico, Frederico Reder (Foto: Divulgação)

Foi observando este prisma que a Ortobom, marca que investe na qualidade do sono do brasileiro e que acredita que o incentivo à cultura pode ajudar a construir uma sociedade mais justa, doou colchões para os artistas e técnicos que levam o Reder Circus Brasil afora. São 70 profissionais no picadeiro/palco e outras dezenas de envolvidos na montagem das sessões que já reuniram mais de 50 mil espectadores. E, entre brasileiros e estrangeiros, muitos dormem em trailers durante o périplo pelas cidades. Como tenho frisado aqui, no site HT, em diversas matérias sobre pensar o social, hoje o mundo está imbuído de um olhar sobre vínculo, tempo, relação humana em sintonia com a natureza e sustentabilidade.

A Ortobom doou colchões para os artistas e técnicos que integram o espetáculo Abracadabra do Reder Circus (Foto: Divulgação)

A Ortobom doou colchões para os artistas e técnicos que integram o espetáculo Abracadabra do Reder Circus (Foto: Divulgação)

O Reder Circus é a realização de um sonho do empresário Frederico Reder, nascido em São Gonçalo, que, como ele mesmo frisou, “já possuía correndo em seu sangue a ‘serragem’ deste fabuloso mundo mágico”. No mesmo município de São Gonçalo, no Estado do Rio, viveu um dos mais famosos palhaços do Brasil, o Carequinha, cujo nome de batismo era George Savalla Gomes (1915-2006) e desde os cinco anos se dedicou à arte de fazer gerações experimentarem o prazer do riso. Só para fazer um flashback, a mãe de Carequinha, a trapezista Elisa Savalla entrou em trabalho de parto durante uma performance no circo onde trabalhava com o marido.

A família do palhaço Carequinha prestigiou o espetáculo Abracadabra que ganhou proporções internacionais. Assim como Frederico Reder, Carequinha morou em São Gonçalo

A família do palhaço Carequinha prestigiou o espetáculo Abracadabra que ganhou proporções internacionais. Assim como Frederico Reder, Carequinha morou em São Gonçalo

E a história do Reder Circus está relacionada às lembranças que Frederico faz questão de colecionar. Aos três anos, ele visitou pela primeira vez o circo do palhaço Lambancinha, em Carangola (MG), e nunca mais esqueceu aquele momento. “Desde os nove anos, eu me envolvi com o universo das artes. E o entretenimento é a síntese da minha vida. Foi o teatro que me conduziu a resgatar a expressão artística do circo da infância. Hoje, a minha missão é levar a arte e a beleza do circo para pessoas de todas as idades e lugares. Eu quero que elas saibam como o circo é maravilhoso e possui uma força transformadora. Assim como eu fiquei encantado quando criança, muitos também podem ter a vida transformada pela arte circense”, comentou Frederico que, além do Reder Circus, está à frente de seis teatros, entre eles o Theatro Net Rio, em Copacabana.

O Reder Circus conta com atrações internacionais, orquestra e mais de 70 artistas no picadeiro (Foto: Divulgação)

Em um ambiente climatizado, o mestre-de-cerimônias Frederico Reder lidera atrações circenses internacionais, como os acrobatas da África, a família Romero (cujos integrantes são especialistas em báscula e maca russa e voltam ao Brasil depois de 20 anos na Europa), o paradista Juan, que veio do Peru, os integrantes da família de Icarios Palma Diaz, do Equador, tradicionais trapezistas, o humor dos palhaços e todo o suspense do mágico Wander Rabelo. O espetáculo conta com a direção musical de Gabriel Guilherme, que rege uma orquestra composta por nove músicos, com as vozes da cantora niteroiense Thalita Pertuzatti (que viveu Whitney Houston no teatro musical e foi finalista do The Voice Brasil), do tenor Pablo Braunna e da atriz Giu Mallen e mais 25 bailarinos em cena.

A pluralidade do Reder Circus: orquestra, teatro musical, cantores e bailarinos em cena (Foto: Divulgação)

“Nós contamos com profissionais de primeiríssima categoria e somos o único circo do Brasil que possui uma orquestra. Idealizamos o show dos ‘Animágicos’, com réplicas de animais em tamanho real. Temos elefantes, zebras e girafas confeccionados em tecidos sobre estruturas de ferro e arame e que são capazes de encantar e emocionar a plateia que deixa fluir a imaginação. O globo também é uma atração importantíssima que todos adoram. São seis motocicletas, sendo duas pilotadas por mulheres. Além disso, temos o teatro musical, palhaços, malabaristas, trapezistas e tudo mais que o coração de cada um deseja ver e sentir”, afirmou Frederico Reder.

O teatro musical sob a lona do Reder Circus (Foto: Divulgação)

E o empresário enfatizou: “O espetáculo é uma homenagem às crianças de todas as gerações: desde aquelas que brincam em 2019 até as que moram na memória dos adultos. Investimos em tecnologia e inovação, mas o Reder Circus preza o fator humano. Cada artista é muito valorizado pelo talento. E a união de muitas habilidades representa o verdadeiro significado de trabalho em equipe. O nosso circo tem o objetivo de emocionar e criar afeto. Até o jogo de cores em cena é pensado para que o público sinta a conexão com os profissionais que estão no picadeiro. Nós desejamos estimular cada uma das pessoas que estão em sintonia com os artistas a refletirem sobre os seus sonhos e desejos, podendo revisitá-los cantando e dançando conosco”.

Um fantástico globo com seis motos. Duas delas, dirigidas por mulheres (Foto: Divulgação)

Um fantástico globo com seis motos. Duas delas, dirigidas por mulheres (Foto: Divulgação)

Emocionado, Frederico Reder nos contou sobre a felicidade que sente ao receber cartas (sim, cartas!) de pessoas que estiveram no circo e ficam gratas pela marcante experiência: “Nós nos sentimos realizados com o trabalho que está fazendo efeito. Pode imaginar o que é poder sentir as palavras de cada um através da caligrafia? Deixo bem claro que não sou um crítico da tecnologia, pelo contrário. Acho que ela está aqui para nos ajudar. Porém, acho tão gostoso ler aqueles textos escritos de próprio punho no papel de carta e saber que alguém dedicou seu tempo para agradecer. A troca afetuosa entre os seres humanos é muito necessária”.

Luz, cores, ação e emoção no picadeiro (Foto: Divulgação)

Além de proporcionar diversão entre tantas outras emoções e imprimir um viés solidário em suas apresentações, Frederico Reder afirmou que a relação entre os integrantes do circo é a melhor possível: “O circo viaja levando sua arte para diferentes regiões e este périplo fortalece os laços de amizade e artísticos”.

Animágicos: no Reder Circus, réplicas de elefantes em tamanho natural (Foto: Divulgação)

Animágicos: no Reder Circus, réplicas de elefantes em tamanho natural (Foto: Divulgação)

“Trabalhamos em sintonia com união entre todos. O nosso convívio é sensacional. Eu amo a vida itinerante. Qual a criança que nunca pensou em ‘pegar’ a sua casa e rodar o mundo? Prefiro a cama do meu trailer a uma hotel. Sinto que o elenco se contagia com o nosso viver em comunidade. Na nossa trupe já temos dois ou três bebês que nasceram de pais que vivem ‘dentro’ do circo. Por outro lado, temos colaboradores de idades que variam entre 50 e 60 anos que também nasceram no ambiente do circo e hoje estão conosco”, revelou Frederico.

A icônica presença lúdica do palhaço capaz de transmitir as mais diversas emoções (Foto: Divulgação)

O contato com a pluralidade social, segundo Frederico Reder, proporciona energia a todos os envolvidos com a arte. “Eu acho que o mais bacana da arte circense é a capacidade de se reinventar. Toda vez que estamos em um novo local, nós temos a chance de acertar e adequar em novas apresentações. É quase como se tivéssemos uma nova vida, uma nova oportunidade. E além disso há o desejo de descobrir novos territórios e realidades, o que acaba sendo uma grande aventura. A cada nova sessão, são pessoas, histórias e identidades diferentes. Sentimos saudades de quem fica, mas temos aquele desejo de desbravar o que vem adiante. Fazemos muitos amigos por onde passamos, isso tudo é muito excitante. Em Niterói, que é nossa atual parada, por exemplo, existe a triste história do circo que pegou fogo em 1961. Conversei com pessoas na minha plateia que agradeceram a oportunidade de estar ali superando a dor de uma tragédia”, revelou Frederico.

O Reder Circus mescla tecnologia com o toque humano em seus espetáculos (Foto: Divulgação)

Sobre a importância da qualidade de vida dos integrantes do Reder Circus, Frederico falou sobre a parceria com a Ortobom. “Através de parcerias, como a realizada com a Ortobom, podemos oferecer uma qualidade de vida melhor para todos. Contar com uma marca que valoriza o caráter artístico é uma maravilha. Através dessa ação, conseguimos proporcionar uma noite de descanso melhor para os nossos profissionais. O sono está totalmente associado ao afeto, marca registrada do nosso trabalho, e isso me deixa muito feliz. A marca está intimamente ligada com o sentimento de união e valorização social que estimulamos no picadeiro. Quem dorme bem, independente da função que executa, trabalha melhor”, afirmou Frederico. E, para quem não sabe, se a palavra clown é de origem inglesa, palhaço vem do italiano ‘paglia’. Segundo os dicionários, significa palha, material usado no passado para o revestimento de colchões. E as célebres roupas dos palhaços eram confeccionadas com o tecido forte e listrado dos colchões. As palhas eram colocadas nas laterais das calças largas para amortecer as quedas nas brincadeiras. O universo conspirando para o bem.

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Diante de toda a beleza que a apresentação promove, o saldo é avaliado por Frederico Reder ao sentir “o brilho no olhar de cada espectador ao deixar a lona”. Segundo ele, além dos sentimentos que irão permanecer dentro de cada um, a experiência é transformadora.

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“Quando o show acaba, eu peço para a plateia que a experiência vivida fique eternizada em na mente e coração de cada pessoa ali presente. É bonito ver a reação de famílias inteiras. Isso é eterno. Eu, por exemplo, nunca esqueci o afeto ou o abraço dos palhaços dos circos do meu passado. São essas lembranças que permeiam o nosso trabalho”, conclui Frederico.

Confira o vídeo sobre o espetáculo Abracadabra do Reder Circus

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