Arte & Literatura

No Minas Trend, setor de joias e bijuterias representou quase 30% do Salão de Negócios e trouxe opções plurais para os compradores. Conheça algumas grifes!

Entre as grifes que agitaram os corredores do evento, a diversidade de materiais e de inspirações se destacou como diferencial de cada uma. No grupo de mais de 50 marcas do setor, a matéria-prima transitou do acrílico aos metais, passando pelas esmeraldas e pérolas. Descubra os detalhes e a identidade fashion de alguns expositores!

Publicado em 10/04/2017 | Por Julia Pimentel

Foram 53 grifes, sendo nove delas estreantes. No setor de joias e bijuterias do Salão de Negócios do Minas Trend, a diversidade criativa, de materiais e de propostas dominou a 20ª edição do evento. Durante os quatro dias de feira, mais de três mil compradores do Brasil e de diferentes países fizeram a roda da economia nacional girar e um dos destaques, como de tradição, foi para as bijoias. Entre as mais de 50 grifes expositoras, das 201 que participaram desta edição do evento, a pluralidade, de fato, se destacou. Seja na marca que trabalha com pedras, acrílicos ou metais, ou na que tem inspiração na religião, na natureza ou nos cosmos, a unanimidade foi a sensação de dever cumprido após os dias de negociações. Pelos corredores do Salão de Negócios, o clima para a maioria das empresas era de festa e de superação de expectativas.

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Para conhecer as propostas e os destaques do setor, o HT percorreu os longos e agitados corredores do Salão de Negócios para conferir o que os designers levaram para a feira e apostaram para as coleções. Na maioria, as peças traziam as tendências do Verão 2018, que era a estação da edição. No entanto, algumas grifes também trouxeram a atual coleção, Inverno 2017, e ainda Primavera 2017. Vem com a gente descobrir algumas marcas e se encantar pelas criações de designers que se destacaram no setor de joias e bijuterias desta edição do Minas Trend!

Mônica di Creddo

Ela tem uma identidade única e que é tradição em suas coleções. Para o Verão 2018, Mônica di Creddo não fugiu às raízes e, mais uma vez, encantou com suas bijuterias religiosas e com temáticas naturais. “A gente sempre tem um apelo muito orgânico. As folhas, flores e bichos foram as formas e referências que trouxemos para esta coleção. Então, tudo tem um pouco desse visual”, contou.

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Como novidade, Mônica di Creddo apresentou uma coleção que, pela primeira vez, recebeu o colorido da turquesa. Embora sucesso e unanimidade no cenário fashion há algumas estações, a pedra e a cor em tom azul não integravam as coleções da designer. Segundo Mônica, ela não achava uma forma de integrar a tendência ao DNA de sua grife. Mas, para o Verão 2018, a designer encontrou a solução. Mais do que trazer a turquesa para as suas criações, Mônica di Creddo valorizou o uso da pedra nas peças. “Eu nunca consegui achar uma maneira de usar a turquesa que fosse relacionada a identidade da marca. Mas, nesta coleção, eu combinei um aspecto mais antigo com a pedra que respeitou o DNA e teve um resultado bonito. Nas peças que trazem a Nossa Senhora de Guadalupe, eu usei a turquesa na aura da imagem. Mais do que a estética, a escolha é justificada, porque a pedra, assim como a santa, é de origem mexicana”, explicou.

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Além da turquesa, a pérola também se destaca nos modelos para o Verão 2018 de Mônica di Creddo. Como contou, os elementos possuem mais do que uma função visual na grife da designer. Seja a pérola, a turquesa ou qualquer outro material, tudo ajuda a contar uma história, o enredo daquela peça. “Eu vejo que cada vez mais as pessoas não querem só um produto, elas querem comprar uma história. E isso é muito importante para que a gente dê valor aos objetos. Cada vez mais, as pessoas estão tendo mais consciência na hora de comprar”, disse Mônica que acredita que a incorporação de sua fé e sentimentos a sua arte seja um dos segredos na hora de produzir essas peças com histórias. “Eu acho que não dá para separar. Quem cria acaba revelando seus sentimentos e paixões na sua arte, nem que seja apenas em detalhes. Aliás, eu acho que é isso o que vende”, completou.

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Mônica di Creddo na 20ª edição do Minas Trend (Foto: Henrique Fonseca)

Outro destaque desta coleção de Mônica di Creddo, que foi sucesso no Salão de Negócios, foi a combinação de preto e dourado nas bijuterias. No Verão 2018, a designer potencializou a aposta que na temporada passada chegou tímida à coleção. Nas belíssimas peças. Mônica misturou o banho ônix fosco com o ouro e o resultado foi mais que aprovado. “Na coleção passada, as pessoas não tinham se acostumado e ainda estranhavam essa combinação. Mas, agora, as peças estão vendendo super bem e estão um sucesso”, comemorou Mônica que, de uma maneira geral, ficou satisfeita com as negociações desta edição. “Os compradores estão mais confiantes e com um pensamento de investir em algo diferente. Para nós, criadores e empresários, absorvemos o aprendizado de que não adianta ficar parado. Precisamos sempre estar renovando e querendo surpreender. Não está fácil e para todos nós o dinheiro está cada vez mais curto. Mas, com dedicação, é possível”, analisou.

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Claudia Arbex

Vamos olhar para o nosso Brasil? Essa foi a proposta de Claudia Arbex para a coleção de sua grife homônima. Como tradição da marca, a designer apostou em modelos exuberantes e que fogem do óbvio. Desta vez, conceitos plurais que envolvem a cultura nacional serviram como exemplo para as criações da estação. “Eu queria despertar o sentimento de brasilidade que a gente tem em cada um de nós. Então, eu fiz uma coleção inspirada nas riquezas nacionais. Na linha Tropicália, tem as araras e os elementos da nossa natureza. Outro mood foi o da Iara, que traz uma mulher forte e com referências aos peixes e universo aquático. Por outro lado, em comemoração aos cem anos da primeira obra da Anita Malfatti, eu peguei o quadro ‘A Onda’ para inspirar outra linha da coleção”, detalhou.

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Na prática, em qualquer dos moods criativos da designer, Claudia usou pérolas, pedras e cristais para contar essas histórias. A aposta da estação, como ela destacou, foi o bronze, que aparece como mais um metal da coleção da mineira. E por falar nas artes de Minas Gerais, Claudia Arbex destacou a identidade da região em seu trabalho. Segundo ela, a riqueza é uma unanimidade quando o assunto é a moda da região. “Os designers do estado são super criativos e respeitam muito um DNA regional que trazemos desde sempre. Por aqui, o handmade, por exemplo, é muito valorizado em um trabalho que é mais calmo e desacelerado”, analisou a designer que em breve inaugura mais uma loja na capital, Belo Horizonte.

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T. Arrigoni

A feminilidade exalou pelos quatro cantos do Salão de Negócios do Minas Trend. Grávida, a designer Tatiana Arrigoni, da grife T. Arrigoni, transformou todos os seus hormônios femininos em belíssimas peças da coleção que tinha as flores e os animais como inspiração. Embalada pela beleza da natureza, a designer coloriu o Salão com suas margaridas, libélulas e joaninhas que, além de conceituais, eram de uma fofura só. No entanto, a obviedade não era um dos elementos das criações da designer paulistana. No mood libélula, por exemplo, Tatiana trouxe referências do movimento art-nouveau e técnicas de ponto cruz para sua coleção.

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Dividida entre a parte da coleção que se destacava pelo aspecto comercial e a que era mais conceitual, Tatiana Arrigoni contou que a experiência criativa é um quebra-cabeça. “Eu começo a minha criação pela linha mais conceitual. Com o passar do processo, eu vou ramificando como se fosse uma árvore em que os galhos são as peças comerciais”, explicou a designer que, para esta estação, começou pela linha das margaridas, que levou às joaninhas e, posteriormente, desenrolou toda a coleção.

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Em ambas, Tatiana Arrigoni tem o latão como material base das bijuterias. Desta vez, a designer apostou nos banhos em ouro e prata envelhecidos em harmonia com os cristais e as pedras naturais. No entanto, assim como apontou anteriormente, Tatiana Arrigoni também traz diferentes técnicas para sua arte fashion. Uma delas, que é símbolo da grife, é o ponto cruz que hoje aparece de forma mais controlada. “Eu já trabalho com o ponto cruz há alguns anos e ele está presente mais na linha conceitual. No entanto, no começo, eu usava essa técnica em todas as peças da minha coleção. Mas, com o mercado, eu fui aprendendo a trazer outras ideias além dessa”, lembrou.

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Mais um exemplo da importância do Minas Trend para a sua marca, Tatiana Arrigoni comentou a relação com a fashion week mineira. Para ela, que é de São Paulo, hoje, o Salão de Negócios representa uma das principais fontes de renda da marca. Presença certa há algumas edições, a designer destacou que já é conhecida e que conquistou o seu espaço no setor de joias e bijuterias. “O Minas Trend é uma das principais feiras. As clientes já estão acostumadas, conhecem a qualidade das marcas e vêm prontas para fazer os pedidos”, disse.

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SD Sheila Morais

Além de um ponto de encontro entre criadores e compradores do mercado fashion brasileiro, o Salão de Negócios do Minas Trend também é uma grande vitrine de porte nacional e internacional. Do interior do Rio Grande do Norte, Sheila Morais brilhou com suas criações nesta edição do evento. Há oito temporadas, a designer nordestina leva suas criações que transitam entre a extravagância e a delicadeza para o Salão. “A rodada de negócios não se restringe apenas às transações. Eventos como esse permitem uma visibilidade que é fundamental para a marca e que a coloca inserida no mercado. Para mim ainda mais. Como eu sou do interior do Rio Grande do Norte e estou a milhares de quilômetros de onde tudo acontece, eu preciso estar nessas feiras para ser mais vista. Embora hoje a gente tenha as redes sociais que permitem uma exposição maior, nada se compara a uma experiência como essa do Salão de Negócios do Minas Trend”, argumentou.

Sheila Morais na 20ª edição do Minas Trend (Foto: Henrique Fonseca)

Desta vez, Sheila manteve a tradição e apresentou duas belíssimas coleções de bijuterias e uma de clutches, novidade da grife. “A inspiração da coleção alto inverno foi no universo e tudo o que move essa temática, como planeta, cosmos e estrelas. Na coleção de primavera, as flores e os bichos nortearam as peças. Então, as criações trazem uma proposta mais desconectada e desacelerada”, apresentou.

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Para traduzir esses conceitos, Sheila Morais coloriu suas criações com banhos em tons de black e rosé e ouro vintages. O trabalho à mão também apareceu forte nas coleções da grife SD. Enquanto na inspiração do universo a dedicação ficou por conta das esferas vazadas que demoraram cerca de seis meses para serem desenvolvidas e tiveram como referência a nave do filme Star Wars, no mood floral o trabalho ficou nos símbolos da coleção: as flores. “Elas foram todas desenvolvidas à mão e moldadas com a ajuda de ponteiras nos dedos, por causa da alta temperatura do material. Na coleção, a ideia de movimento vem muito forte e ainda traz o conceito de leveza, que aparece tanto na inspiração quanto no peso real das bijuterias”, explicou.

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Por outro lado, a SD Sheila Morais levou sua nova linha de clutches para o Salão de Negócios do Minas Trend. Novidade no catálogo da grife, os modelos traduzem a identidade de dez clientes fiéis da marca que foram escolhidas pela própria Sheila, designer e empresária da grife. “Eu escolhi essas clientes para homenagear e fiz as bolsas inspiradas nos gostos e jeitos de cada uma. Minha vontade era representar cada mulher em forma de clutch”, contou sobre os modelos que são feitos com tecas de marcenaria, ganham a cor em um tom de verniz exclusivo e ainda seguem a proposta floral da coleção de primavera da marca.

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Seja nas bijuterias ou nas clutches, Sheila Morais destacou a importância de a grife manter sua identidade criativa. Para a designer, é fundamental que, independente do produto ou da coleção, a peça seja identificada como criação da grife do Rio Grande do Norte. “Existe uma pesquisa no lifestyle em que a gente sempre tenta trazer a ideia para o DNA da marca. A nossa identidade sempre tem modelos extravagantes e que foram pensadas para uma mulher forte e delicada. Então, nossas peças seguem uma proposta de serem expressivas, porém femininas e com cara de joia”, contou Sheila que é responsável por desenhar peça por peça da coleção.

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Mas, além de toda essa proposta e das pesquisas que justificam as escolhas da designer, ela ainda ressaltou que, acima das tendências, busca desenvolver modelos que sejam atemporais. Para ela, a moda está em constante transformação e, por isso, as bijuterias e as clutches não podem se prender a referências muito datadas. “A moda está muito rápida e isso faz com que os acessórios fiquem perecíveis. Por isso, eu tento trazer uma referência mais autoral para a minha marca que faça com que as bijuterias possam ser usadas independente da estação”, explicou a designer que, para isso, também aposta na qualidade de seu produto. “Os materiais precisam ser muito bons para a gente conseguir manter essa peça viva no mercado para além da estação”, completou.

Lázara Design

Quem também levou duas coleções diferentes para o Salão de Negócios foi a Lázara Design. Desenvolvidos por Lázara Ferreira, os modelos atendiam desejos imediatistas e mais casuais e também peças-sonho que refletiam as tendências da temporada seguinte. “No Minas Trend, a gente divide o estande em duas partes. De um lado, a pronta entrega da coleção da estação que atende aos desejos mais imediatos. De outro, no lado que, teoricamente, seria da estação seguinte, agora optamos por algo mais atemporal. Na nossa linha Red Carpet, apostamos em joias para festas com esmeraldas, rubis e citrinos”, contou.

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Nesta dobradinha, Lázara contou que as diferentes experiências se completam. Lado a lado em harmonia, as criações de uma coleção inspiram a de outra e vice-versa. Além do conceito, o duplo trabalho de Lázara Ferreira também tem reflexos nas negociações, como contou a designer e empresária. “Às vezes, o cliente vem para comprar a linha casual. Mas, quando conhece a coleção de festa fica apaixonado e encantado com as tendências da estação seguinte. Com isso, o cliente acaba criando uma memória um tanto quanto afetiva e desperta a vontade de conhecer os modelos casuais da próxima temporada”, disse a designer que contou que a dobradinha também seu lado mais complexo.

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Responsável pelo desenvolvimento de ambas as coleções, Lázara contou que o processo de criação muitas vezes se confunde entre as peças casuais e as de festa. “É uma novela. Criar duas coleções diferentes é um super desafio que, às vezes, parece que a minha cabeça dá um nó. Embora tudo pareça muito confuso, é extremamente gratificante”, confessou. Enquanto em uma coleção Lázara trabalha com esmeraldas, rubis e outras pedras naturais e super valiosas, na outra proposta os materiais mais do dia-a-dia traduzem as ideias e criatividades da designer.

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Conhecedora do mundo dos negócios e das criações fashionistas, Lázara Ferreira destacou a importância e a magnitude do Minas Trend para o setor de joias e bijuterias. Para a designer e empresária, que possui experiências em outros eventos com propostas similares, o Salão de Negócios mineiro ocupa o primeiro lugar entre as opções de venda e lançamento. “Estar no Minas Trend é se reafirmar como marca e dizer: ‘eu faço parte do mercado’. Eu acho que hoje, o evento tem a maior feira do Brasil e o único espaço para lançamentos que também privilegia o business. É fantástico, eu sou fã”, comemorou.

Aramez

O casamento entre a biologia e as artes plásticas pode ter resultados incríveis. Na verdade, tem. A grife Aramez, de Gissa Bicalho, é a tradução desta combinação que, além de estar no DNA da marca, também está presente nos bastidores da empresa. Casada com um biólogo, a designer Gissa Bicalho incorpora as diferentes experiências de casa ao seu trabalho à frente da Aramez. Na coleção, ela mistura elementos naturais, como a fauna e a flora, em bijuterias e bolsas de acrílico. Em coleções cápsulas, a designer aposta em modelos que sejam atemporais e, embora antenados às tendências da estação, não possuem referências datadas.

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Na Aramez, os modelos são setorizados por moods criativos. Como destacou Gissa Bicalho, esta proposta, além de organizar visualmente as linhas, permitem aos clientes uma brincadeira entre as combinações. “Eu acho que a moda é muito democrática. Quando eu estou desenvolvendo uma coleção, eu crio por famílias. Eu quero que o cliente entenda que todas as criações possuem um embasamento e um contexto criativo que permeiam os modelos”, explicou.

Gissa Bicalho na 20ª edição do Minas Trend (Foto: Henrique Fonseca)

Aliás, a brincadeira na hora de combinar os acessórios é uma realidade na identidade da Aramez. Entre os diferentes conceitos que inspiram a coleção desenvolvida por Gissa Bicalho, um modelo de bolsa abriga todos eles. Em acrílico, uma clutch básica, toda preta, é palco para diferentes modelos. Não entendeu? O HT esclarece: na parte da frente da bolsa, Gissa desenvolveu uma técnica de encaixe que permite que a clutch ganhe diferentes cores e temáticas apenas com a troca dos discos frontais. O objetivo? Garantir a pluralidade ao guarda-roupa da mulher moderna e ainda incorporar a ideia de consumo consciente. “Essa ideia surgiu de uma amiga minha que é blogueira e disse que queria uma bolsa que fosse plural e não ocupasse muito espaço. Foi então que eu comecei a desenvolver um modelo que fosse capaz de ter vários visuais sem que isso fosse trabalhoso ou espaçoso dentro de uma mala, por exemplo”, contou.

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Porém, além da super criatividade da designer, os produtos da Aramez sofreram um certo preconceito no começo da jornada, como contou a empresária. Tendo o acrílico como base das criações e paixão pessoas, segundo Gissa, a designer revelou que antigamente, o material não era visto com bons olhos por todos os clientes. “Quando eu comecei a trabalhar com o acrílico, muitas pessoas reduziam o material a plástico. Mas não é isso. O acrílico é um material nobre e, inclusive, caro. Por isso, eu comecei a entender que precisava ir além de trabalhar apenas o material porque havia um preconceito muito grande em volta dele. E aí, com o tempo, começamos a agregar outros elementos como swarovkis e correntes para valorizar a nossa base, o acrílico”, lembrou Gissa Bicalho que hoje, tem o material como estrela da grife que está há mais de 20 anos no mercado da moda nacional e internacional.

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Carlos Penna

A grama sintética ganha forma e visual fashion na coleção do designer Carlos Penna. Batizada de “Vácuo”, o lançamento apresentado pelo artista no Minas Trend possui uma pluralidade incomum de materiais. Em diferentes formas, texturas e propósitos, as bolsas e acessórios assinados por Carlos Penna incorporam a ideia de atemporalidade. “A coleção transita por vários tipos de plásticos diferentes e formas únicas. Nos materiais, também trabalhamos com uma grama sintética que compõe as bolsas da estação”, explicou.

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