Arte & Literatura

Minas Trend: Projeto ‘Os clássicos estão na moda’ é plataforma de acesso aos variados tipos de expressão artística

No foyer do Expominas, o público conferiu a apresentação do grupo Primeiro Ato. A performance “Passagem” fez uma ode ao talento dos artistas anônimos da arte popular. Com direção de Suely Machado e coreografia de Alex Dias, o espetáculo teve como ponto central a influência do olhar no caminhar e na possibilidade do encontro. O grupo utiliza a possibilidade das direções, como círculos, linhas perpendiculares e horizontais, que criam encontros passageiros

Publicado em 24/10/2019 | Por Heloisa Tolipan

O grupo 'Primeiro Ato' apresentou um trecho do espetáculo "Passagem' (Foto: Sebastião Jacinto Junior)

O grupo ‘Primeiro Ato’ apresentou um trecho do espetáculo “Passagem’ (Foto: Sebastião Jacinto Junior)

Um dos grupos de dança mais tradicionais de Minas Gerais, o Primeiro Ato se apresentou terça-feira, na 25ª edição do Minas Trend e abriu a programação do projeto “Os clássicos estão na moda”. E se uma das chancelas da 25ª edição do Minas Trend, semana de moda e maior Salão de Negócios da América Latina, promovida pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), entre os dias 22 e 25, no Expominas, em Belo Horizonte, é propor um olhar sobre o setor têxtil em sinergia com toda a plataforma criativa mineira e de Norte a Sul do país, ele será plural e em simbiose com as mais plurais formas de arte. “Queremos mostrar às pessoas que o Minas Trend é uma plataforma completa que oferece conteúdo e experiência de qualidade para todos. Desenvolvemos uma programação exclusiva e democrática que acontecerá para além da capital, ampliando o acesso às vivências multiculturais”, revela o diretor-criativo do Minas Trend, Rogério Lima.

O start na programação foi dado com espetáculo “Passagem“, criado pela coreógrafa e fundadora do grupo, Suely Machado, e coreografado por Alex Dias e homenageou o talento dos artistas anônimos da arte popular. O  espetáculo tem como ponto central a influência do olhar no caminhar e na possibilidade do encontro. O grupo utiliza a possibilidade das direções, como círculos, linhas perpendiculares e horizontais, que criam encontros passageiros. Tendo como palco os espaços abertos, ele tem como componentes a cidade e seus habitantes, agentes que dialogam em comunhão com a cena”. Integra o projeto “Do Barroco ao Contemporâneo – Um Olhar para Minas”, e convida o público a enxergar sua própria cidade, revisitar e rever seus espaços. “Apropriar-se de seu próprio patrimônio cultural, material e imaterial, e reconhecer sua história, é criar empoderamento aos cidadãos e gerar a possibilidade de evolução como sociedade na construção de um futuro melhor”, comenta Suely. A participação ativa dos bailarinos no processo de criação, como coautores dos espetáculos, traz um resultado consequente para o desenvolvimento do processo criativo. Suely Machado, como diretora-encenadora, analisa cada cena dentro do todo, lapida, dá tempo e clareza à obra, traz a assinatura do Primeiro Ato a cada espetáculo criado.

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Criado em 2016, “Passagem” costuma ser apresentado em espaços abertos ao invés de palcos para ter como componentes a cidade e seus habitantes dialogando com a cena criada. No fim da tarde de terça-feira, mais precisamente às 18h, horário de grande movimentação da semana de moda mineira e maior Salão de Negócios do segmento da América Latina, seis dançarinos começaram a se mover entre o público do evento ao som de Vivaldi. Quando perceberam o que estava acontecendo, as pessoas rapidamente abriram espaço para os bailarinos e pararam tudo para assistir.

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A dança apresentada explorou o espaço que eles tinham disponível em todas as direções, através de círculos, diagonais, linhas perpendiculares e horizontais, criando encontros passageiros entre os integrantes, que, vez ou outra, se misturavam à plateia, deixando clara a intenção do espetáculo: interagir com o meio e convidar o público a perceber o ambiente à volta com mais atenção, empatia e arte no coração.

* O projeto “Os Clássicos estão na moda” é realizado com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, por intermédio do patrocínio da CEMIG.

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