Arte & Literatura

Maria Klabin lança pinturas reflexivas sobre o íntimo e o coletivo em nova exposição no Rio

Três anos depois, a artista volta à Galeria Silva Cintra + Box 4 agora com "E o dia havia acabado, quando começou", que traz 12 dípticos e polípticos que fogem à estética acromática da artista

Publicado em 22/07/2014 | Por Alexandre Schnabl

*Por João Ker

Artista plástica conhecidíssimada da contemporaneidade brasileira e esposa do diretor Walter Salles, Maria Klabin volta à galeria Silva Cintra + Box 4, Rio, no próximo dia 24, três anos após a sua última individual no lugar. Dessa vez, Maria lança a exposição “E o dia havia acabado, quando começou”, reunindo 12 obras, entre dípticos e polípticos (placas interligadas) em pequeno formato.

Acostumada a expressar sua arte em pinturas de paisagens com bastante uso de cinza, preto e branco, Klabin, que também integra a coleção do Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro, agora assume o personagem de uma ilustradora/escritora e insere suas figuras em um mundinho bem mais colorido, talvez mais alegre. “Tive a sensação de ter parado para escrever um conto; uma história que eu só poderia contar através da pintura, mas que se aproxima mais das preocupações de um contador de histórias que de um pintor”, comenta a artista. 

A pequena escala das peças serviu para que Maria se sentisse mais próxima das pinceladas minúsculas e hábeis com as quais consegue inferir sentimentos como o desdém, a alegria e a apatia, dando vida a indivíduos que parecem se fundir com o meio, ao mesmo tempo em que preservam uma individualidade sombria dentro de si. Ainda de acordo com ela, a exposição “remete a um mundo labiríntico de ecos, reflexos e repetições, no qual espaços públicos e íntimos se confundem, levando a uma reflexão sobre questões de representação e realidade e também sobre o processo individual da pintura e a experiência compartilhada”. Hum, pura filosofia de artista plástico. É uma espécie de olhar analítico sobre a letargia que assola aqueles que, mesmo inseridos em um coletivo, conseguem se perder dentro de si, embaralhando memórias recônditas que podem tanto ser da artista quanto do público, em um mergulho no próprio passado.

 

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Fotos: Divulgação

Serviço: 

“E o dia havia acabado, quando começou” (Maria Klabin)

de 24 de julho a 23 de agosto

Galeria Silvia Cintra + Box 4 

Rua das Acácias, 104, Gávea – Rio de Janeiro / Tel: (21) 2521-0426

De segunda a sexta-feira, das 10h às 19h. Sábado, das 12h às 19h.

www.silviacintra.com.br

 

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