Arte & Literatura

De cubo desconstruído por nomes da nossa folia ao uso da psicanálise para justificar o vazio da arte: o MAM Rio vai dar banho de cultura em abril!

Exposição "Damián Ortega – O fim da matéria" quer trabalhar com o inventário da história da escultura, enquanto Guilherme Gutman comanda "Ver e ser visto". Tudo a partir do dia 15 deste mês

Publicado em 13/04/2015 | Por Junior de Paula

*Com Lucas Rezende

Imagine um grande cubo de isopor de cerca de 6m x 6m x 6m no meio do Salão Monumental do MAM Rio. Agora pense que, durante dois meses, um grupo de escultores anônimos brasileiros, que trabalham no ziriguidum do nosso carnaval, irá retirar pedaços deste cubo para fazer esculturas que, juntas, funcionarão como uma espécie de inventário da história da arte. Complicado, né? Pois é o que acontecerá a partir do dia 16 de abril na cidade-maravilhosa.

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“O Monstro” veio de isopor, seguindo a proposta de Ortega. (Foto: Divulgação)

A ideia faz parte de “Damián Ortega – O fim da matéria”, primeira exposição individual do artista na cidade, que só expôs anteriormente em uma instituição no Brasil em 2007, no Museu de Arte da Pampulha, em BH, Minas Gerais. No currículo, Ortega tem o Museu Reina Sofia, em Madri, na Espanha; o Hangar Bicocca, em Milão, na Itália; o BGG Brussels, em Bruges, na Bélgica, e o Kurimanzutto, na Cidade do México. Das obras previstas para serem feitas a partir do cubo estão trabalhos de artistas como Alberto Giacometti, Louise Bourgeois, Jeff Koons, Henry Moore, Ernesto Neto, e Rodin. Coisa fina.

E o MAM Rio também inaugurará outra exposição na próxima semana. Do dia 15 de abril a 19 de julho de 2015, o público poderá conferir a exposição “Ver e ser Visto” com curadoria do psicanalista Guilherme Gutman. Divida em quatro módulos (“Do vazio à coisa”, “Ser visto”, “Reencontro” e “Desvelamento”), a exposição parte do princípio de que todo trabalho de arte é construído em torno do vazio. Para isso, Gutman usará das relações entre arte, imagem e psicanálise.

“Ver e ser Visto” terá obras em diferentes técnicas e suportes, como pinturas, desenhos, esculturas e instalações, de cerca de 60 artistas brasileiros e estrangeiros, do naipe de Artur Barrio, Anna Maria Maiolino, Carlos Zílio, Djanira, Gustavo Speridião, José Damasceno, Mira Schendel, Vieira da Silva, Waltercio Caldas e Wesley Duke Lee. Dentre os quatro módulos, a exposição mostrará uma oposição entre o desejo de mostrar, revelado em selfies e as interdições do ver; além de trabalhar com alfabetos fantásticos que criptografam sentidos.

Serviço

Damián Ortega – O fim da matéria

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro [Salão Monumental]

Abertura: 15 de abril de 2015, às 19h

Exposição: 16 de abril a 14 de junho de 2015

Curadoria: Luiz Camillo Osorio

“Ver e ser Visto”

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro [Terceiro andar]

Abertura: 15 de abril de 2015, às 19h

Exposição: até 19 de julho de 2015

Curadoria: Guilherme Gutman

Performances: Dia 15 de abril, ás 19h: “Horizonte de nós dois”, de Tiago Rivaldo; e dia 18 de abril, às 16h: “Horizonte de nós dois (Banco de Olhos)”, de Tiago Rivaldo, “(Estudo para) um corpo ideal”, de Raphael Couto, e “Veste Nu”, de Daniel Toledo e Ana Hupe.

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